Um mundo sem SAF: o futuro está na prevenção

SAF-campanhaO Espectro dos Distúrbios Devidos ao Álcool (FASD na sigla em inglês), que engloba a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), está sendo cada vez mais reconhecido como uma questão importante, porque visa prevenir distúrbios que resultam em problemas para toda a vida de uma criança afetada. Manifesta-se comprometendo a saúde geral e, mais especificamente, com alterações mentais, de aprendizado, de comportamento e, ainda, drogadição.

O FASD nega à criança o direito à saúde e ao desenvolvimento normal, tornando a prevenção absolutamente mandatória. O FASD é um peso para o indivíduo e para sua família, cujo custo chega a ser impossível de calcular. Análises econômicas confirmam que o FASD é dispendioso para a sociedade, nos aspectos saúde, educação, reabilitação e justiça. É o que diz a Dra. Elizabeth J Elliott, pesquisadora australiana, em recente artigo (Fetal alcohol spectrum disorders in Australia – the future is prevention. Public Health Res Pract. 2015;25(2):e2521516).

A prevenção implica em vários níveis de atuação: primária, secundária e terciária. A prevenção primária envolve ações governamentais, aplicando medidas que visem reduzir o acesso ao consumo de álcool e formulando legislação destinada a inibir esse consumo. A prevenção secundária inclui triagem das gestantes durante a consulta pré-natal, bem como aconselhamento sobre o consumo de álcool durante a gravidez. As estratégias de prevenção terciária necessitam do desenvolvimento de ações dirigidas às sequelas secundárias ao acometimento pelo álcool. Os profissionais de saúde devem estar capacitados para fazer o diagnóstico precoce e, assim, propiciar educação e treinamento para maximizar o potencial do indivíduo afetado.

Embora o cérebro infantil seja adaptável, a lesão cerebral não pode ser revertida, de modo que o futuro deve ser a prevenção.

Divulgue esta campanha. #gravidezsemalcool

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Publicado em 01/09/2015.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Author: SPSP

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