Você sabe por que o leite materno é o ideal para o seu bebê?

medium_338724105Muito se fala sobre os aspectos nutricionais dos alimentos na mídia. Nas prateleiras dos supermercados observamos óleos vegetais com ômega 3, alimentos isentos de colesterol, pobres em gorduras saturadas e assim por diante. O consumidor está ficando esclarecido e exigindo seus direitos.

Você sabe por que o leite materno é o alimento ideal para o seu bebê?

Porque é um alimento de grande complexidade biológica sem substituto equivalente.

A lactose, açúcar predominante no leite materno, e a presença de uma substância denominada Fator Bifidus favorecem o crescimento de Lactobacilus no intestino do bebê, que protegem contra o crescimento de germes patogênicos.

No leite materno existe um Fator de Crescimento responsável por acelerar o desenvolvimento das células intestinais do recém nascido. Este crescimento é importante para impedir a entrada de substâncias estranhas no organismo do bebê que possam desencadear processos alérgicos em fases posteriores de sua vida.

É importante salientar que outros leites, quando fornecidos aos bebês nos primeiros dias após o nascimento, podem intervir nos mecanismos protetores acima mencionados.

O leite materno é rico em proteínas de defesa imunológica e gordura ômega 3, importantes no desenvolvimento do sistema nervoso central do recém nascido e na formação da retina ocular. O conteúdo desta gordura é quase quatro vezes maior no leite materno do que no leite de vaca. A proteína do leite materno é de mais fácil digestão do que a do leite de vaca ou fórmulas.

Além das vantagens imediatas, o leite materno pode trazer benefícios por toda a vida. Seguem alguns:

  • Crianças exclusivamente amamentadas por ao menos seis meses têm incidência diminuída de obesidade e hipertensão na adolescência;
  • Crianças que recebem fórmulas infantis à base de leite de vaca antes dos dois meses de idade têm mais probabilidade de desenvolver diabetes;
  • Crianças amamentadas exclusivamente têm menos infecções de ouvido do que as não amamentadas;
  • A amamentação protege também contra diarreia e infecções das vias respiratórias da criança devido às características protetoras e imunológicas do leite materno citadas anteriormente;
  • Crianças alimentadas ao seio apresentam melhor visão e desempenho em testes cognitivos quando amamentadas por períodos prolongados;
  • Amamentar exclusivamente pode reduzir o risco de câncer de ovário e de mama que surgem antes da menopausa.

Além de suas vantagens nutricionais e de defesa, amamentar é prático, econômico e aumenta o vínculo entre a mãe e o filho. Com tantas vantagens é possível não incentivar este consumo?

AMAMENTE E INCENTIVE A AMAMENTAÇÃO! VOCÊ ESTARÁ INCENTIVANDO A SAÚDE!

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Relatora:
Dra. Vera Lúcia Figueiredo Senise
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Publicado no site da SPSP em 01/08/2007.
photo credit: ODHD via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Cuidados com a cabeça do bebê

medium_5347158176Tanto quanto o choro, o umbigo e a amamentação, outra grande preocupação dos pais com o seu bebê é o cuidado com a cabeça. Ao nascer, o osso da cabeça do bebê está separado por linhas, chamadas de suturas e duas aberturas no alto, a fontanela anterior e a posterior, conhecidas como moleiras.

As principais funções das suturas e das fontanelas são de facilitar a passagem do bebê na hora do parto e permitir o crescimento adequado do cérebro. Mais tarde, a própria natureza tratará de fechá-las.

O formato da cabeça pode variar conforme a característica familiar. Após o nascimento, é comum a cabeça do bebê apresentar pequenas deformações que são devidas à compressão da calota craniana no momento do parto. Entretanto, em torno de 7 a 10 dias, o formato da cabeça volta ao normal.

No primeiro ano de vida, o cérebro alcança metade da dimensão que terá no adulto e termina seu crescimento ao final do segundo ano de vida. A fontanela anterior é maior que a posterior e a que mais demora a fechar. Mede cerca de dois dedos de largura e seu fechamento ocorre em torno do 9º ao 15º mês de vida. A outra fontanela, menor, costuma estar fechada até o 2º mês de vida.

A cranioestenose ou craniossinostose é o fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas. A forma do crânio se modifica, devido ao impedimento do crescimento normal do cérebro. Esse fechamento precoce pode causar deformidades na cabeça e até graves lesões neurológicas.

É mais comum no menino e estima-se que ocorra um caso de cranioestenose para cada 2.000 crianças nascidas. A doença é congênita, iniciando-se na fase de embrião. Pode ser de causa hereditária, intrauterina ou infecciosa. Também pelo uso de certos medicamentos durante a gravidez, como alguns anticonvulsivos.

O diagnóstico é feito pelo exame físico da cabeça do bebê, complementado com o exame radiológico e avaliação por neuroimagem. Estes exames permitem a constatação da sutura fechada e das possíveis malformações dos ossos da face e/ou do sistema nervoso que possam ter.

Deve ser tratada antes do 8º mês de vida, mas é importante que o diagnóstico seja firmado até o 2º mês, para permitir um acompanhamento neurológico mais aprofundado. O tratamento é cirúrgico: são criados espaços ou suturas no osso do crânio, com resultados satisfatórios.

A CONSULTA REGULAR COM O PEDIATRA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA DA CRIANÇA AJUDA A FAZER O DIAGNÓSTICO PRECOCE E A DEFINIR O MELHOR TIPO DE TRATAMENTO.

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Relatora:
Dra. Monica de Souza Bomfim Pinheiro
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Publicado no site da SPSP em 01/08/2007.
photo credit: covershots2010 via photopin cc

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Corticoide: um remédio para ser tomado sempre sob supervisão médica

medium_18824618Corticoides, produtos à base de cortisona, têm indicações adequadas na prática médica, principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Mas seus efeitos colaterais – obesidade, aparecimento de pelos, entre outros – fazem com que estes medicamentos ainda provoquem certo receio quando prescritos pelos médicos.

Os corticoides têm sido utilizados em situações definidas:

  • De emergência: quando ocorrem casos de edema de glote (“fechamento da garganta”, geralmente por alergia), casos de urticária importante e crises de asma grave. Nestas ocasiões, estes medicamentos tornam-se parte importante no tratamento e são administrados por via intramuscular ou endovenosa.
  • Que requerem continuação do tratamento: quando após uma situação aguda, há necessidade do uso do corticóide para sua continuidade. Um exemplo é a crise de “asma”, quando o mesmo, prescrito por via oral, por poucos dias, irá contribuir para a melhora do paciente.
  • Na prevenção e tratamento de doenças respiratórias alérgicas: eles geralmente são administrados por via inalatória e contribuem de maneira efetiva no tratamento.
  • Em doenças crônicas: nestas situações, os corticóides são administrados por via oral e por tempo prolongado. Doenças reumáticas, renais e pulmonares constituem bons exemplos.

Os efeitos colaterais são decorrentes do tempo, dose, forma de administração e da sensibilidade individual do paciente aos mesmos. De forma geral, nas situações 1, 2 e 3, os corticóides não apresentam efeitos colaterais ou eles são mínimos. Na situação 4, eles podem levar a efeitos colaterais como: ganho de peso, estrias, presença de espinhas e pelos na face, prejuízo no crescimento, fraqueza e mal estar após sua suspensão abrupta. Nestas situações, a retirada paulatina do medicamento, sob supervisão médica, permitirá diminuir progressivamente estes efeitos colaterais com possível desaparecimento dos mesmos.

Portanto, como em qualquer medicamento, a administração correta, sob cuidado médico, durante o tempo prescrito, permitirá obter os benefícios desta terapêutica, reduzindo a ocorrência dos possíveis efeitos colaterais.

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Relator:
Dr. Hilton Kuperman
Vice-presidente do Departamento Científico de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2004-2006) e Presidente do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2007-2009).

Publicado no site da SPSP em 25/07/2007.
photo credit: selva via photopin cc

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Boas práticas para segurança do ciclista

Algumas dicas para reforçar sua proteção ao andar de bicicleta, seja na hora do trabalho ou do lazer.

  1. Antes de usar a sua bicicleta, cheque se ela está funcionando adequadamente, verificar pressão dos pneus e freios.
  2. Use capacete de ciclista. Proteja seu cérebro! O crânio humano tem cerca de um centímetro de espessura e pode ser quebrado por um impacto de apenas sete a 10 km/h. O capacete ajuda a proteger a cabeça, pois absorve o impacto da transmissão de energia durante acidente ou mesmo durante uma queda e diminui o risco de graves lesões cerebrais em torno de 85%.
  3. Use também cotoveleiras e joelheiras.
  4. Use calçados fechados que protejam os pés da corrente e dos aros da bicicleta.
  5. Ajuste a altura do assento para permitir uma ligeira curva no joelho quando a perna está completamente estendida.
  6. Ajuste a altura do guidão no mesmo nível do banco.
  7. Evite rodar à noite, porque você é mais difícil de ser visto.bicicle
  8. Use sempre coletes fluorescentes, ou outras cores brilhantes, durante o dia, ao anoitecer, noite, ou durante o mau tempo.
  9. Use algo na bicicleta que reflita a luz, como fita reflexiva, ou luzes intermitentes. Lembre-se, só porque você pode ver um motorista não significa que o motorista pode ver você.
  10. Use algo que facilite sua visualização pelos outros, se você tem que andar de noite, certifique-se de que você tem refletores na parte da frente e de trás de sua bicicleta (luzes brancas na frente e refletores vermelhos traseiros são obrigados por lei em diversos países), além de refletores em seus pneus.
  11. Controle sua bicicleta. Sempre andar com pelo menos uma mão no guidão.
  12. Leve livros e outros itens em um “cesto” de bicicleta ou mochila.
  13. Preste atenção para evitar os perigos. Fique atento aos buracos, cacos de vidro, cascalho, poças, folhas e cães.
  14. Escolha um líder para gritar e apontar os perigos para os ciclistas quem vem atrás, caso esteja andando em grupo.
  15. Dê preferência andar em ciclovias, na impossibilidade, prefira ruas largas e com trânsito calmo.
  16. Utilize espelho retrovisor.
  17. Sinalize com os braços suas voltas. Você é menos provável de ser atingido quando os motoristas não são pegos de surpresa. Deixe-os saber que você está prestes a virar ou mover para a esquerda ou para a direita.
  18. Não use fones de ouvido ou celulares. É importante ouvir o que está acontecendo em torno de você.
  19. Siga o fluxo de tráfego em estradas, na mesma direção que outros veículos.
  20. Respeite as leis de trânsito. A bicicleta é um veículo e você é um motorista.
  21. Obedeça a todas as leis e sinais de trânsito, bem como as marcações de pista.
  22. Seja previsível. Ande em linha reta, e não dentro e fora dos carros. Sinalizar seus movimentos para os outros.
  23. Preste atenção para os carros estacionados. Evitar o inesperado como abertura de portas.

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Relatora: 
Maria de Jesus C.S. Harada
Enfermeira, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP.

Referências:
Centeres for Disease Control and Prevention. CDC. Bicycle Helmet Usage and Head Injury Prevention. Acessado: 5/08/2012. Disponível: http://www.cdc.gov/program/performance/fy2000plan/2000xbicycle.htm
Companhia de Engenharia de Tráfego. CET. Acidentes de Trânsito Fatais. Relatório Anual. São Paulo. 2011.
Save Kids. Canada. Safe cycling. Acessado: 5/08/2012. Disponível: http://www.safekidscanada.ca/search/search.aspx
Safe cycling. National Highway Traffic Safety Administration. (NHTSA). Acessado: 5/08/2012. Disponível: www.nhtsa.dot.gov
Criança Segura. Brasil. Guia Criança Segura na Escola. São Paulo. 2011. Acessado. 05/08/2012. Disponível: http://www.gestaoeducacional.com.br/pdf/guia_cs_na_escola.pdf

Publicado no site da SPSP em 18/09/2012.
photo credit: somebody_ via photopin cc

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