Retrospectiva Momento Saúde: escola

Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Vamos falar de
Saúde Escolar

 

Primeiros anos na creche: as doenças mais comuns

A entrada na creche possibilita à criança a ampliação de suas experiências com o mundo e o acesso à educação infantil. As doenças mais comuns nessa etapa da vida estão relacionadas à imaturidade do sistema imunológico e ao contato mais intenso com outras crianças e adultos. As doenças respiratórias são as mais frequentes, principalmente os resfriados comuns. Também podem ocorrer outras infecções respiratórias – como otites e pneumonias -, diarreias e várias doenças evitáveis por vacinação.

Alguns fatores podem aumentar o risco, tais como: época do ano (inverno), grande número de crianças no mesmo ambiente, muitas crianças para cada cuidador e outros. A eventual repercussão sobre a criança pode ser verificada durante o acompanhamento pediátrico e a maioria das crianças supera essa fase sem maiores problemas.

Outro aspecto importante a que a creche deve estar atenta é o risco de acidentes que advém da própria idade e desenvolvimento da criança, devendo promover, com apoio de pais e da comunidade, ambientes saudáveis e seguros na creche e no trajeto da criança até sua casa.

Doenças na escola: dicas de prevenção para os pais

A prevenção de doenças no ambiente escolar envolve vários aspectos, que são componentes da promoção da saúde na escola e em seu entorno, envolvendo educadores, famílias, serviços de saúde e comunidade.

Os cuidados de higiene, em especial a lavagem das mãos, devem ser praticados e ensinados na escola e também em casa. Crianças com doenças transmissíveis devem ser afastadas da creche ou escola durante o período de transmissibilidade e a vacinação deve estar atualizada.

Os pais devem também se manter informados sobre os procedimentos preventivos adotados pelas escolas e sobre a eventual ocorrência de doenças no ambiente escolar. Para algumas doenças (por exemplo: meningite, varicela, caxumba, ou aparecimento de vários casos de uma mesma doença na escola) há necessidade de se notificar o serviço de saúde (UBS da região) para que sejam orientadas as medidas preventivas para cada situação.

Cuidados na escola ou creche para prevenção de doenças

O ambiente deve ser limpo e arejado; o número de crianças por sala e por cuidador varia conforme a idade da criança, sendo menor quanto menor for a faixa etária; os procedimentos de higiene, incluindo troca de fraldas, e o preparo dos alimentos deve seguir as normas sanitárias vigentes; o uso de chupetas deve ser desestimulado, por favorecer a contaminação.

A higiene das mãos com água e sabão é fundamental – antes e depois de cada troca de fraldas, antes de manipular alimentos e também após limpeza nasal e outros procedimentos de higiene – tanto para os adultos como para as crianças. Objetos de uso comum também precisam ser higienizados com água e sabão ou com álcool a 70%. Além disso, nas creches, deve-se manter distância entre as crianças durante o sono (mínimo de um metro).

A importância da higiene deve ser ensinada aos alunos; para isso, deve haver recursos suficientes para propiciar a lavagem das mãos e evitar compartilhamento de copos, chupetas, talheres e outros materiais.

A importância de manter a vacinação em dia

A vacinação permitiu erradicação da varíola e da poliomielite, assim como a queda da ocorrência de outras doenças, como o sarampo, a rubéola, o tétano, a difteria, a coqueluche e as formas graves de tuberculose. Muitos pais e mães não viveram a época de maior frequência dessas doenças, com mortes e sequelas. Por esse motivo, é sempre importante lembrar a necessidade de proteção.

A vacinação tem dois aspectos: a proteção individual e a coletiva. Vacinando a criança, proporcionamos o desenvolvimento de imunidade contra várias doenças transmissíveis que podem ocorrer na escola e em outros ambientes coletivos, ou na própria família. O risco de complicações é muito menor do que o risco trazido por essas doenças. Além disso, quanto maior o número de pessoas vacinadas numa comunidade, menor a circulação dos agentes infecciosos, ou seja, menor o risco de infecção de qualquer pessoa, vacinada ou não. O grande número de pessoas imunizadas pode proteger as pessoas mais suscetíveis a complicações, como as que têm deficiências imunológicas, os idosos, gestantes e pessoas que não podem ser vacinadas.

coyot | Pixabay

 

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Relator:
Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP.

Publicado em 10/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Author: SPSP

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