Corticoide: um remédio para ser tomado sempre sob supervisão médica

medium_18824618Corticoides, produtos à base de cortisona, têm indicações adequadas na prática médica, principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Mas seus efeitos colaterais – obesidade, aparecimento de pelos, entre outros – fazem com que estes medicamentos ainda provoquem certo receio quando prescritos pelos médicos.

Os corticoides têm sido utilizados em situações definidas:

  • De emergência: quando ocorrem casos de edema de glote (“fechamento da garganta”, geralmente por alergia), casos de urticária importante e crises de asma grave. Nestas ocasiões, estes medicamentos tornam-se parte importante no tratamento e são administrados por via intramuscular ou endovenosa.
  • Que requerem continuação do tratamento: quando após uma situação aguda, há necessidade do uso do corticóide para sua continuidade. Um exemplo é a crise de “asma”, quando o mesmo, prescrito por via oral, por poucos dias, irá contribuir para a melhora do paciente.
  • Na prevenção e tratamento de doenças respiratórias alérgicas: eles geralmente são administrados por via inalatória e contribuem de maneira efetiva no tratamento.
  • Em doenças crônicas: nestas situações, os corticóides são administrados por via oral e por tempo prolongado. Doenças reumáticas, renais e pulmonares constituem bons exemplos.

Os efeitos colaterais são decorrentes do tempo, dose, forma de administração e da sensibilidade individual do paciente aos mesmos. De forma geral, nas situações 1, 2 e 3, os corticóides não apresentam efeitos colaterais ou eles são mínimos. Na situação 4, eles podem levar a efeitos colaterais como: ganho de peso, estrias, presença de espinhas e pelos na face, prejuízo no crescimento, fraqueza e mal estar após sua suspensão abrupta. Nestas situações, a retirada paulatina do medicamento, sob supervisão médica, permitirá diminuir progressivamente estes efeitos colaterais com possível desaparecimento dos mesmos.

Portanto, como em qualquer medicamento, a administração correta, sob cuidado médico, durante o tempo prescrito, permitirá obter os benefícios desta terapêutica, reduzindo a ocorrência dos possíveis efeitos colaterais.

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Relator:
Dr. Hilton Kuperman
Vice-presidente do Departamento Científico de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2004-2006) e Presidente do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SPSP (2007-2009).

Publicado no site da SPSP em 25/07/2007.
photo credit: selva via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Boas práticas para segurança do ciclista

Algumas dicas para reforçar sua proteção ao andar de bicicleta, seja na hora do trabalho ou do lazer.

  1. Antes de usar a sua bicicleta, cheque se ela está funcionando adequadamente, verificar pressão dos pneus e freios.
  2. Use capacete de ciclista. Proteja seu cérebro! O crânio humano tem cerca de um centímetro de espessura e pode ser quebrado por um impacto de apenas sete a 10 km/h. O capacete ajuda a proteger a cabeça, pois absorve o impacto da transmissão de energia durante acidente ou mesmo durante uma queda e diminui o risco de graves lesões cerebrais em torno de 85%.
  3. Use também cotoveleiras e joelheiras.
  4. Use calçados fechados que protejam os pés da corrente e dos aros da bicicleta.
  5. Ajuste a altura do assento para permitir uma ligeira curva no joelho quando a perna está completamente estendida.
  6. Ajuste a altura do guidão no mesmo nível do banco.
  7. Evite rodar à noite, porque você é mais difícil de ser visto.bicicle
  8. Use sempre coletes fluorescentes, ou outras cores brilhantes, durante o dia, ao anoitecer, noite, ou durante o mau tempo.
  9. Use algo na bicicleta que reflita a luz, como fita reflexiva, ou luzes intermitentes. Lembre-se, só porque você pode ver um motorista não significa que o motorista pode ver você.
  10. Use algo que facilite sua visualização pelos outros, se você tem que andar de noite, certifique-se de que você tem refletores na parte da frente e de trás de sua bicicleta (luzes brancas na frente e refletores vermelhos traseiros são obrigados por lei em diversos países), além de refletores em seus pneus.
  11. Controle sua bicicleta. Sempre andar com pelo menos uma mão no guidão.
  12. Leve livros e outros itens em um “cesto” de bicicleta ou mochila.
  13. Preste atenção para evitar os perigos. Fique atento aos buracos, cacos de vidro, cascalho, poças, folhas e cães.
  14. Escolha um líder para gritar e apontar os perigos para os ciclistas quem vem atrás, caso esteja andando em grupo.
  15. Dê preferência andar em ciclovias, na impossibilidade, prefira ruas largas e com trânsito calmo.
  16. Utilize espelho retrovisor.
  17. Sinalize com os braços suas voltas. Você é menos provável de ser atingido quando os motoristas não são pegos de surpresa. Deixe-os saber que você está prestes a virar ou mover para a esquerda ou para a direita.
  18. Não use fones de ouvido ou celulares. É importante ouvir o que está acontecendo em torno de você.
  19. Siga o fluxo de tráfego em estradas, na mesma direção que outros veículos.
  20. Respeite as leis de trânsito. A bicicleta é um veículo e você é um motorista.
  21. Obedeça a todas as leis e sinais de trânsito, bem como as marcações de pista.
  22. Seja previsível. Ande em linha reta, e não dentro e fora dos carros. Sinalizar seus movimentos para os outros.
  23. Preste atenção para os carros estacionados. Evitar o inesperado como abertura de portas.

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Relatora: 
Maria de Jesus C.S. Harada
Enfermeira, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP.

Referências:
Centeres for Disease Control and Prevention. CDC. Bicycle Helmet Usage and Head Injury Prevention. Acessado: 5/08/2012. Disponível: http://www.cdc.gov/program/performance/fy2000plan/2000xbicycle.htm
Companhia de Engenharia de Tráfego. CET. Acidentes de Trânsito Fatais. Relatório Anual. São Paulo. 2011.
Save Kids. Canada. Safe cycling. Acessado: 5/08/2012. Disponível: http://www.safekidscanada.ca/search/search.aspx
Safe cycling. National Highway Traffic Safety Administration. (NHTSA). Acessado: 5/08/2012. Disponível: www.nhtsa.dot.gov
Criança Segura. Brasil. Guia Criança Segura na Escola. São Paulo. 2011. Acessado. 05/08/2012. Disponível: http://www.gestaoeducacional.com.br/pdf/guia_cs_na_escola.pdf

Publicado no site da SPSP em 18/09/2012.
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Segurança para crianças e adolescentes ciclistas

Nos centros urbanos a cada dia percebe-se o incentivo para uso de bicicletas, com construção de ciclovias e centros esportivos específicos para o desenvolvimento desta prática. Andar de bicicleta é divertido, saudável e uma ótima maneira de desenvolver atividade física. Para as crianças e adolescentes a bicicleta pode representar mobilidade …