Momento Saúde: o pré-natal na prevenção da sífilis congênita

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Agora o assunto é:
Sífilis congênita

 

A importância do pré-natal na prevenção da sífilis congênita

A sífilis congênita ocorre em recém-nascidos de mães que apresentam sífilis durante a gestação. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou estágio da doença materna, sendo que a probabilidade de sua ocorrência vai variar, principalmente, com o tempo de exposição do feto e do estágio clínico da doença da mãe. Assim, quanto mais recente a infecção materna não tratada, maior o risco.

Os fatores associados com alto risco de a gestante contrair sífilis são: ausência ou inadequação de pré-natal, gestante adolescente, uso de drogas ilícitas, múltiplos parceiros sexuais, história de outras doenças transmitidas sexualmente na gestante ou parceiro sexual e baixo nível socioeconômico e cultural.

Para diminuir o risco de sífilis congênita é de extrema importância realizar um bom pré-natal, desde o início da gravidez. A assistência pré-natal deve ser oferecida a todas as gestantes, com no mínimo seis consultas de atenção integral qualificada. Na primeira consulta deve-se realizar um exame de sangue para verificar se a gestante é portadora da sífilis e repetir no início do 3º trimestre de gestação. Nos casos em que o exame confirme o diagnóstico de sífilis, deve ser realizado o tratamento com penicilina na gestante e em seu parceiro sexual. Isso pode evitar a passagem da doença para o feto prevenindo sífilis congênita.

É fundamental que a gestante realize todos os exames solicitados durante o pré-natal e seja esclarecida sobre os resultados e a necessidade de tratamento.

DanielReche / Pixabay

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Relator:
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Publicado em 11/10/2017.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Author: SPSP

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