Esportes sim, mas com segurança!

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????A participação em esportes organizados aumenta, conforme as crianças crescem, sendo que podemos observar crianças em idades cada vez mais precoces participando de esportes competitivos. Por meio do esporte a criança aprende: disciplina, relacionamento interpessoal, como enfrentar dificuldades e resolver problemas. A participação deve ser lúdica, com a oportunidade de a criança exercitar a criatividade e desenvolver habilidades compatíveis com seu potencial.

Estima-se que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas em crianças e adolescentes possa ser prevenida. Os esportes com menor propensão a produzir lesões são: o tênis, a natação e o voleibol. A maioria das lesões ocorre durante o treinamento, e não em competições, são de intensidade leve, principalmente entorses, distensões e equimoses.

Orientações quanto à segurança nas práticas esportivas:
• Treinamento com técnica adequada, exercícios de alongamento muscular ou flexibilidade.
• Avaliações médicas e multiprofissionais periódicas.
• Respeitar e seguir as regras do esporte para se evitar lesões.
• Uso de equipamentos de segurança adequados e apropriados a cada esporte, como por exemplo, o uso de caneleiras e chuteiras no futebol, além de roupas e calçados adequados.
• Medidas de promoção de segurança ambiental, evitando-se desníveis nas quadras, superfície confeccionada com materiais que absorvam o impacto, protejam a coluna e estruturas do corpo.
• Educar as crianças com relação ao respeito aos outros competidores e ao trabalho em equipe.
• Crianças da mesma idade podem ter tamanhos diferentes, os menores podem correr maior risco de lesões nos esportes coletivos e de contato.
• Excesso de competitividade é prejudicial;
• A atividade física pode causar atraso na menarca em meninas, e estas, durante a puberdade, estabilizam seu desempenho, enquanto que nos meninos, este desempenho pode aumentar após este período.
• Crianças transpiram menos que adultos, podem sofrer superaquecimento com maior facilidade, devem ingerir quantidade maior de líquidos e praticar esportes em locais bem ventilados.

A escolha do esporte deve ser criteriosa, específica para cada faixa etária e feita pela criança e seus pais.

Escolha do esporte para cada faixa etária:

• 2 a 5 anos:
1. A habilidade motora é limitada e o equilíbrio ainda não está definido, ocorre dificuldade de atenção seletiva, dificuldade de acompanhar objetos em movimento e avaliar velocidade.
2. As atividades mais adequadas para esta faixa etária devem exigir habilidades fundamentais, instruções simples apenas, enfatizar o aspecto lúdico e explorador, evitando competitividade.
3. Exemplos: jogos, corrida, natação.

• 6 a 9 anos:
4. O equilíbrio nesta faixa etária já é melhor, as reações já são mais automáticas, o tempo de reação é melhor, mas ainda com dificuldade de atenção, está ocorrendo início do desenvolvimento da memória e as decisões rápidas são limitadas.
5. São melhores no acompanhamento de objetos móveis, mas apresentam ainda alguma dificuldade em direcionamento.
6. Esportes mais adequados para esta faixa etária devem possuir regras flexíveis, pouco instruções, mínimo de instruções.
7. Exemplos: escolinha de futebol, basquete, judô e natação.

• Adolescentes:
8. Ocorre grande melhora da habilidade motora, mas com alguma dificuldade de equilíbrio na puberdade.
9. Possuem capacidade de atenção seletiva, uso da memória, visão com padrão adulto.
10. Os esportes devem ser direcionados para o desenvolvimento de habilidades, táticas e estratégias, além de atividades em grupo, desde que a maturidade do grupo seja similar.
11. Recomendam-se: tênis, futebol, artes marciais.

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Relatoras:
Dra. Renata D Waksman
Dra. Regina M C Gikas
Departamento Científico de Segurança Infantil da SPSP

Publicado em 05/03/2014.
photo credit: Magomed Magomedagaev | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Author: SPSP

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